A nanotecnologia é a capacidade de criar dispositivos e materiais na escala de nanómetros, usando as técnicas e ferramentas que estão a ser desenvolvidas nos dias de hoje através da manipulação de átomos e moléculas, de modo que os sistemas resultantes apresentem as propriedades pretendidas.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Fim do projecto

Caros leitores...

O nosso projecto chegou ao fim.
Conseguimos acabar com uma excelente média nesta disciplina de Área de Projecto.
Obrigada a todos os professores, colegas de turma e anónimos que nos apoiaram muito para a realização do nosso projecto, mas principalmente a vocês leitores do nosso blog.

Até breve...

Nanoprojecto

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Nanotecnologia aplicada na indústria automóvel




A nanotecnologia, a ciência das micropartículas (na casa dos centésimos de milímetro) chegou à indústria automóvel.

Como assim?

A companhia química alemã Lanxess usou a nanotecnologia para criar pneus que se apresentassem um comportamento melhor que os tradicionais pneus de borracha, quer em desempenho quer em desgaste. De acordo com a impresa, as nanopartículas aumentam a aderência e a durabilidade dos pneus – em testes – mais de 15%.

 A BMW desenvolveu um filtro para diesel que incopora nanopartículas de carbono, capaz de eliminar até 99% do material particulado.

A Mercedes-Benz, com parceria com a PPG, desenvolveu uma tinta que dá um acabamento "envidraçado"que se comporta três vezes mais resistente a riscos do que o normal. O segredo?São as nanopartículas que fazem as partículas de silício subirem para a superfície do material. A novidade chama-se CeramiClear.
No entanto as nanopoartículas, pelo facto de serem tão pequenas, há possibilidade de passarem pelos poros da pele, atingindo a corrente sanguínea ou até algum órgão. Esta é uma grande desvantagem bastante desagradável. Além disso, ainda há dúvidas sobre o impacto desses materiais no ambiente.

Interessante não!

quarta-feira, 2 de março de 2011

It's a small world after all


Primeiro laboratório de nanofabricação português inaugurado


Portugal pode tornar-se mais competitivo no domínio das nanotecnologias


Quanto às aplicações das descobertas que daqui saírem, explicou ainda, podem chegar à indústria e ao mercado num curto espaço de tempo: “Como fazemos uma investigação muito dirigida, muito aplicada, e embora o trabalho que aqui fazemos não seja comercial, temos muita facilidade em ter projectos com a indústria nacional e internacional”, afirmou.Apoio do Conselho Europeu de Investigação foi imprescindível 
A investigadora frisou que só foi possível construir este laboratório devido ao apoio do Conselho Europeu de Investigação, que lhe concedeu em Julho de 2008 uma bolsa de 2,25 milhões de euros, a maior atribuída até agora a um cientista português.

Sem este equipamento, que custou  um milhão de euros, a equipa de Elvira Fortunato “não podia continuar o trabalho que pretende desenvolver sem sair do país, porque não existe em Portugal nenhum equipamento do género”. Ou seja, “para poder dar o salto em frente” numa área que é de ponta, e “em que o mundo inteiro está a investir”, era “forçoso ter estas ferramentas”. 

O primeiro laboratório de nanofabricação em Portugal, a funcionar na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa (FCT-UNL), no Monte da Caparica, em Almada, foi inaugurado hoje e vai permitir que Portugal seja mais competitivo no domínio das nanotecnologias.

Em declarações à agência Lusa, Elvira Fortunato, do Centro de Investigação de Materiais (CENIMAT) da FCT-UNL afirmou que o laboratório vai permitir que sejam feitos "avanços enormes" para potenciar as propriedades dos nano-materiais e no desenvolvimento de novos materiais e produtos, incluindo dispositivos eletrónicos à nano escala.

Trata-se de “um laboratório que pode fazer tudo o que se quiser, como num laboratório normal de investigação, mas aqui à nano escala, dentro de uma câmara e a uma escala muito pequenina, que nem olho humano consegue ver”.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Inovações do CENTI




António Vieira, director do CENTI
António Vieira, director do CENTI

Um interruptor de iluminação embebido num ladrilho e um têxtil com repelência à sujidade são as primeiras inovações do Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes (CENTI) a chegar ao mercado.
“Um dos primeiros desafios partiu da indústria de cerâmicas Dominó, que alertada pelos arquitectos sobre a estética dos interruptores, nos levou a desenvolver um ladrilho que é um interruptor de iluminação”, o “Sensortile”, disse à Lusa António Vieira, director do CENTI.


Projecto
Projecto "Nanoleather" pretende
tingir o couro através de biocoloração

Segundo este responsável, este dispositivo resulta “da aplicação de um material inteligente na cerâmica que responde ao toque” e vai ser submetido à entidade de certificação para depois poder ser comercializado pela empresa de Condeixa.

 A “toalha easy-clean”, um têxtil com capacidade de repelência à sujidade e que por isso “não se suja”, que foi desenvolvido no CENTI em parceria com a empresa Têxteis Penedo e o Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário (Citeve), vai chegar ao mercado “nos próximos meses”.

“Utilizamos uma formulação química que inclui nanomateriais que não deixam os líquidos penetrar no tecido”, explicou António Vieira, realçando que “o tecido passou em todos os testes com vinho, café e óleo e resistiu a várias lavagens”. A inovação está em testes industriais para ser fabricado em grande série pela têxtil de Guimarães, enquanto os investigadores do CENTI continuam a tentar optimizar as qualidades da “toalha easy-clean”.
Do Centro Tecnológico das Indústrias do Couro (CTIC) e da empresa Curtumes Rodrigues chegou o desafio de tornar o material mais amigo do ambiente, que resultou no projecto "Nanoleather" que se traduz na utilização de enzimas para tingir o couro (biocoloração), prescindindo de processos agressivos para o meio ambiente.

“Está também em desenvolvimento um revestimento para o couro que lhe confere maior isolamento térmico”, revelou o responsável, adiantando que o “projecto está em fase de industrialização”.

Em consórcio com 16 entidades europeias, os 30 investigadores do CENTI estão a trabalhar no projecto “Dephotex” com o objectivo de desenvolver células solares têxteis no sentido de se obter têxteis fotovoltaicos flexíveis, de modo a permitir a produção de energia através da radiação solar. “A ideia é conseguir uma perfeita integração das células solares nos têxteis com flexibilidade e a baixo custo com um sem número de aplicações possíveis”, precisou António Vieira.

Em parceria com a Nortávia - Transportes Aéreos, o CENTI promete voar através do filme de elevada barreira que está a ser desenvolvido para forrar uma aeronave e servir de barreira ao hélio, permitindo reduzir o consumo de energia.

Investigadora da UNL recebe Advanced Grant do European Research Council

A Prof.ª Elvira Fortunato (FCT/UNL) recebeu uma das bolsas
atribuídas pelo ERC na área das Ciências Exactas e Engenharias,
  
 
O maior prémio de sempre dado a um investigador português
Elvira Fortunato, docente do Departamento de Engenharia dos Materiais e coordenadora do CENIMAT (Centro de Investigação de Materiais) da Faculdade de Ciências e Tecnologia concorreu às Advanced Grants (bolsas para Investigador Avançado) do European Research Council (ERC), a 26 de Julho de 2008, com um projecto intitulado INVISIBLE ao qual foram atribuídos 2,25 milhões de euros (a maior bolsa jamais concedida a um investigador português), um montante que permitirá, durante 5 anos, desenvolver trabalho na área da microelectrónica transparente, nomeadamente transístores e circuitos integrados transparentes utilizando óxidos semicondutores.

Nesse ano a notícia entrou imediatamente nas edições “on-line” de vários jornais portugueses, incluindo o Expresso, foi manchete na edição em papel de terça-feira do ‘Público’, levou Elvira Fortunato nesse mesmo dia ao jornal da noite na SIC, surgiu na edição “on-line” do ‘Financial Times’ e caiu que nem uma bomba nos meios científicos mundiais. De tal maneira que na quinta-feira à noite, uma pesquisa no Google com as palavras em inglês “paper transistor” (papel transístor) encontrava já mais de quatro milhões de sítios na Internet em todas as línguas – incluindo chinês e russo – a falarem do tema, a maioria deles referindo-se à descoberta da equipa liderada por Elvira Fortunato.
“Nesta semana não consegui simplesmente trabalhar, porque estava sempre a receber telefonemas e “mails” de parabéns, inclusive de pessoas que nem sequer conheço, e pedidos de entrevistas e de informações vindos de revistas e de sítios especializados, principalmente dos EUA”, conta a investigadora. A esta agitação juntaram-se ainda contactos de empresas estrangeiras, incluindo a conhecida consultora norte-americana Frost & Sullivan, e convites para conferências fora do país.
O prémio é pessoal e traduz-se num financiamento para os próximos cinco anos que a directora do Cenimat poderá utilizar na investigação como quiser, onde quiser e com a equipa que entender. Mas o que fará a cientista ao dinheiro?
“Este dinheiro é fundamental para o centro de investigação, porque vai permitir consolidar a actividade da minha equipa na electrónica transparente, uma área com potencialidades que hoje ninguém imagina”. Assim, a maior parte dos 2,5 milhões será aplicada na compra de um microscópio electrónico para observações à nanoescala e fabrico de nanotransístores, e em despesas de pessoal. Estas despesas incluem a contratação de mais um doutorado e um técnico, e o pagamento de metade do salário de Elvira Fortunato durante cinco anos, “o que significa que posso contratar um professor para dar as minhas aulas, de modo a dedicar-me inteiramente à investigação, sem qualquer prejuízo para a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova”
As bolsas do ERC destinam-se a apoiar frontier research, ou seja projectos transversais a várias áreas científicas, de natureza multi e interdisciplinar e a avaliação das propostas baseia-se exclusivamente na qualidade do Investigador e na excelência do Projecto a executar. As Advanced Grants destinam-se a financiar projectos de investigadores séniores e visam aumentar a competitividade e a visibilidade da investigação Europeia.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Nanotecnologia no diagnóstico e tratamento do cancro da próstata


Uma equipa da Universidade de Leicester, no Reino Unido, estudou o potencial da nanotecnologia para desenvolver uma estratégia de diagnóstico e terapia em fases precoces do cancro da próstata.
A investigação tem como objectivo utilizar tecnologia de vanguarda no ramo da nanotecnologia, utilizando nanopartículas, com cerca de 5 a 100 nanómetros, no diagnóstico ultra-sensível e no tratamento deste tipo de cancro.


As nanopartículas magnéticas actuam como sondas que surgem e aniquilam células tumorais numa fase precoce de desenvolvimento, sendo este método mais eficiente que os usuais. Esta tecnologia tem como base o desenvolvimento de um novo tipo de nanopartículas que apresentam uma performance 10 vezes superior. Estas partículas têm como alvo receptores existentes na superficie das células tumorais da próstata.
Esta abordagem poderá ser generalizada e aplicada a tipos de cancro agressivos (fígado, mama, cólon) que necessitam de diagnóstico e tratamento precoce para serem tratados.
A implementação com sucesso desta tecnologia poderá proporcionar benefícios sociais importantes para os pacientes (como a redução do número de casos em que é necessário remover a próstata) e redução de custos para os sistemas de saúde.
 
 
in : Divulgação da Biotecnologia
 

Espinha dorsal pode ser restaurada com nano esferas

Investigadores na Universidade de Purdue, no Indiana (EUA), descobriram uma nova abordagem para reparar fibras nervosas danificadas na espinal-medula usando nano esferas que podem ser injectadas directamente no sangue, logo após um acidente.

As ‘copolymer micelles’ têm 60 nanómetros de diâmetro
As ' Copolymer micelles' têm 60 nanómetros de diâmetro

As ‘copolymer micelles’ sintéticas são constituídas por 60 nanómetros de diâmetro e são cem vezes mais pequenas do que um glóbulo vermelho. A investigação liderada por Ji-Xin Cheng, professor associado do departamento de Química da Weldon School of Biomedical Engineering, da Universidade de Purdue, foi publicada ontem, no «Nature Nanotechnology».


As ‘micells’ podem ter outras aplicações, como tratamento de cancro, por exemplo. As esferas já são usadas há mais de 30 anos como veículo de transporte de medicamentos, mas nunca tinham sido utilizadas directamente como medicina para um tecido danificado.

Um grave ferimento na espinha dorsal resulta numa ruptura da membrana neuronal, seguindo-se processos neuro-degenerativos secundários extensos, mas a reparação terá mais probabilidades de sucesso se for imediata.

As esferas podem combinar dois tipos de polímeros, um hidrofóbico e outro hidrófilo, ou seja, um que pode ser misturado com água e o outro não, mas este tem a possibilidade de ser carregado com fármacos para tratar doenças.

Um dos agentes mais usados é o ‘polyethylene glycol’ (PEG) e, segundo estudos levados a cabo na Universidade de Purdue, o PEG têm trazido grandes avanços no tratamento de danos na espinha de animais, já que “ataca” especificamente as células danificadas e sela a área ferida, reduzindo a possibilidade de futuros problemas. O 'polyethylene glycol’ tem ainda uma função importante na restauração de células.

O estudo foi feito em ratos com a espinha dorsal danificada, para a tese de doutoramento de Yunzhou Shi, orientada por Cheng e ficou provado que reduz eficazmente a inflamação da lesão e que os animais podem mesmo recuperar a capacidade de locomoção.



in : Ciência Hoje

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Visita à Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa

Como a nossa visita à Universidade Nova de Lisboa foi tão produtiva e ajudou tanto na evolução do nosso projecto, decidimos partilhar com os nosso leitores. Esperamos que gostem!!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A primeira bateria de papel é portuguesa


Uma equipa de investigação da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova de Lisboa desenvolveu a primeira bateria de papel. A tecnologia armazena energia a partir do vapor de água existente no ar e pode servir para alimentar telemóveis e outros dispositivos electrónicos como tablets ou consolas.

Elvira Fortunato

O grupo, liderado por Elvira Fortunato e Rodrigo Martins, criou estas baterias, nos laboratórios do Centro de Investigação de Materiais (Cenimat), a partir de um vulgar papel de escrita e para a energia ser armazenada automaticamente com o vapor basta que, no local, a humidade relativa seja superior a 40 por cento.

Os cientistas inventaram também as primeiras biobaterias, que são carregadas pelos fluidos do corpo humano, como suor e plasma sanguíneo, e que se destinam a dispositivos como pacemakers.

Elvira Fortunato foi a vencedora do maior prémio dado a um investigador português - o Prémio European Research Council 2008 - e, com a sua equipa, já tinham sido a responsável pela descoberta do transístor de papel. A equipa do Centro de Investigação de Materiais (Cenimat), dirigida por esta cientista, recebeu 2,5 milhões de euros.

A equipa do Cenimat, dirigida por esta cientista, recebeu 2,5 milhões de euros. Elvira Fortunato foi ainda escolhida pela Direcção de Ciência Hoje para receber o Prémio Seeds of Science na categoria «Engenharia e Tecnologia», em 2008, que distingue a cientista devido ao seu trabalho como co-coordenadora da equipa que produziu pela primeira vez um transístor que integra uma camada de papel na sua estrutura.

In Ciência Hoje

Tecnologia portuguesa pode dar origem a telemóveis e computadores feitos em papel

Visita ao Departamento de Ciência dos Materiais

Ontem, dia 25 de Janeiro, o nosso grupo foi à Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa com o intuito de explicitar o que são as Nanotecnologias, como são usadas actualmente, como funcionam os laboratórios e as investigações, as suas aplicações e as investigações que estão a ser elaboradas em Portugal. Nesta visita fomos guiados por membros do grupo de investigação do Departamento de Ciência dos Materiais que nos levaram a conhecer os laboratórios e as investigações que estão a decorrer. 

Em relação à visita, temos a dizer que  foi muito útil para o nosso projecto, na medida em que aprendemos novos conceitos, aplicações das Nanotecnologias que nunca tinhamos imaginado, novas ideias que estão a ser desenvolvidas e a sua importância para o futuro. Realmente não tinhamos a mínima noção do quão fantástico é o trabalho destes investigadores!

Aconselhamos a vós leitores visitarem este departamento, pois serão muito bem recebidos pelos membros do departamento.

Brevemente iremos disponibilizar alguns videos que nos foram mostrados nesta visita e fotos da mesma.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

24 volumes da Enciclopédia Britânica na cabeça de um alfinete! será possivel?

Há Físicos que são honrados pelo prémio Nobel da Física e há outros que honram o mesmo prémio. Richard Feynman (1918-1988) pertence a esta última estirpe. Numa palestra visionária, dada no encontro anual da American Physical Society (29/12/1959), com o título: "There´s plenty of room at the bottom?" (esta palestra encontra-se transcrita em http://www.zyvex.com/nanotech/feynman.html), Feynman fez a seguinte pergunta: "Será que podemos escrever os 24 volumes da Enciclopédia Britânica na cabeça de um alfinete?"

Seguidamente Feynman argumenta que sim. Uma estimativa revela que se aumentarmos 25000 o tamanho linear da cabeça do alfinete, esta fica com uma área igual à de todas as páginas da enciclopédia. Portanto,bastará diminuir a escala linear das letras da enciclopédia britânica 25000 vezes para responder afirmativamente à questão.
Ora, as letras são formadas por pontos cuja escala linear é da ordem do limite de resolução do olho humano: aproximadamente 0.2 mm. Diminuido 25000 vezes, cada ponto fica com um tamanho de cerca de 8 nanómetros (0.000008 mm). Num metal vulgar esta escala tem 32 átomos e, portanto, a área do ponto irá conter cerca de 1000 átomos.
Logo, se conseguirmos manipular átomos individuais, existe mais do que espaço para escrever toda a enciclopédia britânica na cabeça de um alfinete!
Na sequência, Feynman diverte-se um pouco extrapolando o raciocínio: "Qual o espaço necessário para escrever todos os volumes produzidos pela raça humana?" Em 1959 Feynman estimou este número em 24 milhões de volumes.
 Necessitariamos pois de um milhão de cabeças de alfinete, ou seja, uma área constituida por 1000 alfinetes de lado, mais ou menos dois metros quadrados - a área de 34 páginas A4. Todo o conhecimento
alguma vez escrito pela humanidade cabe numa fina revista!

 

IBM

Desde a década de 1990, fazendo uso do «Atomic Force Microscope» e de uma técnica denominada «Scanning Tunneling Microscopy» tem sido possível a manipulação de átomos indivíduais. Entre as imagens que se tornaram ícones deste processo encontra-se a da IBM, onde o nome da empresa se encontra escrito por 35 átomos individuais de Xenon (anunciada em 1990).

 


Nanotubos





Em 1991, os «nano-tubos» foram descobertos. São estruturas de átomos de carbono com propriedades físicas muito interessantes; por exemplo suportam tensões 100 vezes superiores às suportadas pelo aço, tendo
um peso cerca de 6 vezes inferior.





Estes são dois exemplos de que a nanotecnologia já existe. De facto, num certo sentido já existe há muito tempo: se a entendermos como a capacidade de fazer estruturas pequenas com utilizações interessantes.
Existem no mercado produtos, desde tintas a cosméticos, onde a dopagem de um certo material por nano-partículas altera, num sentido pretendido, as propriedades do material.

Esta nanotecnologia existe, e não é mais do que ciência dos materiais usando técnicas e tecnologias
modernas. Mas existe um sentido muito mais excitante para «nanotecnologia».
Um admirável mundo novo?
Em 1981 (Proc. Natl. Acad. Sci. USA, Vol. 78, No. 9, pp. 5275-5278) Eric Drexler publicou um artigo intitulado «Engenharia Molecular: um método para o desenvolvimento de capacidades gerais para manipulação
molecular?. A visão de Drexler, desenvolvida no seu livro »Engines of Creation? (1986) baseia-se numa máquina molecular que poderemos denominar por «montador» (assembler) que pode colocar átomos em «quase todos os arranjos razoáveis» e construir «quase tudo que as leis da natureza permitam que exista».
A mudança de paradigma na visão de Drexler é que o conceito de «construir» será substituido pelo conceito
de «semear e crescer». As nano-máquinas, inicialmente desenhadas por humanos, serão capazes de se auto-replicar, eventualmente modificando as suas propriedades de geração em geração e desenvolver a máquina (ou efeito) desejada praticamente sem mais intervenção dos seus construtores humanos.
 É esta visão revolucionária (e perigosa) da nanotecnologia que é abordada muitas vezes na ficção científica, como no estimulante livro de Michael Crichton «Prey» (2002) . Mas claro que, como nos recorda Arthur C. Clarke no prólogo do seu clássico «2001-Space Odissey», «a realidade será sempre mais estranha do que a ficção».





quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Estrutura das asas de borboletas pode ser usada para evitar falsificação de documentos

Papilio blumei
Papilio blumei
Investigadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, desenvolveram um método para imitar as cores das asas de borboletas tropicais, a fim de aplicá-lo na indústria de impressão segura, como cartões multibanco, cadernetas bancárias ou passaportes.

De acordo com o estudo
“Mimicking the colourful wing scale structure of the Papilio blumei butterfly”, publicado na revista “Nature Nanotechnology”, esta técnica pode ser utilizada para evitar fraudes ou falsificações de documentos.
Estrutura das asas desta borboleta assemelha-se a caixas de ovos
Estrutura das asas desta borboleta assemelha-se a caixas de ovos
Mathias Kolle, Ullrich Steiner e Jeremy Baumberg estudaram a espécie Papilio blumei, que vive na Indonésia e cujas cores das asas não são dependentes de pigmentos, mas de estruturas microscópicas semelhantes às embalagens de ovos.

Através da nanotecnologia, estes investigadores criaram cópias idênticas ao design natural destas estruturas e conseguiram assim reproduzir com sucesso as cores vivas exibidas pelas borboletas.
"Essas estruturas artificiais poderiam ser usadas para criptografar informação em assinaturas ópticas em itens de valor [como passaportes], para protegê-los contra fraudes e falsificações", explica Mathias Kolle.

Este “sofisticado” sistema de pigmentação da borboleta Papilio blumei permite-lhe recorrer das suas cores para acasalar – sendo que os seus pares vêem as asas azuis – ou para escapar a predadores, para os quais as asas são verdes, permitindo-lhes camuflarem-se na vegetação.

Investigadores transformam água do mar em água potável através de nanotecnologia

Estudo está publicado na «Nature Nanotechnology»
Estudo está publicado na «Nature Nanotechnology»

Uma equipa de investigadores do MIT desenvolveu um dispositivo que consegue transformar pequenas quantidades de água do mar (salgada) em água potável. Graças à nanotecnologia este método é bastante mais simples do que os métodos de dessalinização habituais. O estudo está publicado na «Nature Nanotechnology».

O instrumento agora apresentado funciona mediante um fenómeno conhecido como “polarização por concentração de iões” que acontece quanto uma corrente de iões circula através de um nano-canal que vai seleccionando os iões.
Os processos tradicionais de dessalinização requerem um grande consumo energético. A água é forçada a passar por uma membrana que remove as células do sal. Por isso, só funcionam com grandes quantidades de água. Economicamente, são dispendiosas.

Neste novo método, que já tem sido utilizado para outros fins, a água com carga iónica, salgada, passa por um nano-canal. Ao longo do canal existe uma voltagem que repele as partículas com carga. Isto faz com que o líquido se separe, criando dois fluxos, um com carga e outro com partículas neutras.

Os investigadores ainda não sabem como sequenciar e juntar várias destas unidades. O seu objectivo é conseguir criar um dispositivo portátil que possa funcionar com uma bateria que trabalhe a energia solar. Isto para ser utilizado em situações de emergência (ajudar pessoas que vivem em ambientes de seca, vítimas de cheias ou outros desastres naturais).

Segundo os cálculos dos cientistas, seria necessário integrar 1600 unidades nano para um dispositivo de 20 centímetros. Com isso seria possível gerar 300 mililitros de água por minuto.

Primeira fábrica de nanomateriais do país

Nano-saudações caros leitores!!


Para vos manter actualizados e para terem a percepção do quanto a Nanotecnologia está a avançar em todo o mundo, publicamos esta notícia sobre a primeira fábrica de nanomateriais do nosso país.


"A primeira unidade de fabrico de nanomateriais do país, criada pela empresa Innovnano, deverá arrancar em Coimbra em 2011 ou 2012, criando 40 postos de trabalho directos altamente qualificados, revelou hoje o administrador, André Albuquerque.


A instalar no Coimbra Inovação Parque (iParque), a unidade, que representa um investimento da ordem dos dez milhões de euros, vai ser instalada num lote de três hectares deste parque industrial e tecnológico, prevendo André Albuquerque que a construção comece logo que seja aprovado o licenciamento industrial.
O administrador da Innovnano assinou hoje, na Câmara de Coimbra, com a administração do iParque a escritura de aquisição do terreno para a instalação da unidade, que será dotada também de um laboratório com “os mais avançados equipamentos nesta área”.


Do grupo CUF, a Innovnano, que detém quatro patentes de âmbito internacional já concedidas estando outras em preparação, em relação ao seu processo único de produção de nanopartículas, está ainda envolvida em projectos de aplicação na área da produção e armazenamento de energias renováveis, a cosmética, na electrónica, nos revestimentos, nos cerâmicos avançados, entre outras, segundo uma nota da unidade.


“A construção desta unidade de fabrico cumpre o objectivo da empresa de se afirmar como um produtor global de nanopartículas, líder nos mercados em que actua. Esperamos atingir a velocidade de cruzeiro da instalação nos três anos após o arranque da unidade fabril”, frisou André Albuquerque.


Justificando a escolha da localização, o administrador da Innovnano referiu a “proximidade de importantes comunidades científicas" e a “integração num parque tecnológico moderno”."


Fábrica será dotada de um laboratório com equipamentos avançados
Fábrica será dotada de um laboratório com equipamentos avançados

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

O Começo...

Bem-vindos!!


Este blog é dedicado às Nanotecnologias. Regularmente iremos postar noticias, artigos e vídeos relativos às últimas descobertas e novidades sobre este tema com o intuito de cumprir o nosso objectivo final, sendo este divulgar as nanotecnologias.


Semanalmente actualizaremos o blog com pequenos resumos das actividades que decorrem à medida que o nosso projecto evolui.

Acompanhem-nos nesta viagem ao Nanomundo!!