A nanotecnologia é a capacidade de criar dispositivos e materiais na escala de nanómetros, usando as técnicas e ferramentas que estão a ser desenvolvidas nos dias de hoje através da manipulação de átomos e moléculas, de modo que os sistemas resultantes apresentem as propriedades pretendidas.

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Investigadora da UNL recebe Advanced Grant do European Research Council

A Prof.ª Elvira Fortunato (FCT/UNL) recebeu uma das bolsas
atribuídas pelo ERC na área das Ciências Exactas e Engenharias,
  
 
O maior prémio de sempre dado a um investigador português
Elvira Fortunato, docente do Departamento de Engenharia dos Materiais e coordenadora do CENIMAT (Centro de Investigação de Materiais) da Faculdade de Ciências e Tecnologia concorreu às Advanced Grants (bolsas para Investigador Avançado) do European Research Council (ERC), a 26 de Julho de 2008, com um projecto intitulado INVISIBLE ao qual foram atribuídos 2,25 milhões de euros (a maior bolsa jamais concedida a um investigador português), um montante que permitirá, durante 5 anos, desenvolver trabalho na área da microelectrónica transparente, nomeadamente transístores e circuitos integrados transparentes utilizando óxidos semicondutores.

Nesse ano a notícia entrou imediatamente nas edições “on-line” de vários jornais portugueses, incluindo o Expresso, foi manchete na edição em papel de terça-feira do ‘Público’, levou Elvira Fortunato nesse mesmo dia ao jornal da noite na SIC, surgiu na edição “on-line” do ‘Financial Times’ e caiu que nem uma bomba nos meios científicos mundiais. De tal maneira que na quinta-feira à noite, uma pesquisa no Google com as palavras em inglês “paper transistor” (papel transístor) encontrava já mais de quatro milhões de sítios na Internet em todas as línguas – incluindo chinês e russo – a falarem do tema, a maioria deles referindo-se à descoberta da equipa liderada por Elvira Fortunato.
“Nesta semana não consegui simplesmente trabalhar, porque estava sempre a receber telefonemas e “mails” de parabéns, inclusive de pessoas que nem sequer conheço, e pedidos de entrevistas e de informações vindos de revistas e de sítios especializados, principalmente dos EUA”, conta a investigadora. A esta agitação juntaram-se ainda contactos de empresas estrangeiras, incluindo a conhecida consultora norte-americana Frost & Sullivan, e convites para conferências fora do país.
O prémio é pessoal e traduz-se num financiamento para os próximos cinco anos que a directora do Cenimat poderá utilizar na investigação como quiser, onde quiser e com a equipa que entender. Mas o que fará a cientista ao dinheiro?
“Este dinheiro é fundamental para o centro de investigação, porque vai permitir consolidar a actividade da minha equipa na electrónica transparente, uma área com potencialidades que hoje ninguém imagina”. Assim, a maior parte dos 2,5 milhões será aplicada na compra de um microscópio electrónico para observações à nanoescala e fabrico de nanotransístores, e em despesas de pessoal. Estas despesas incluem a contratação de mais um doutorado e um técnico, e o pagamento de metade do salário de Elvira Fortunato durante cinco anos, “o que significa que posso contratar um professor para dar as minhas aulas, de modo a dedicar-me inteiramente à investigação, sem qualquer prejuízo para a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova”
As bolsas do ERC destinam-se a apoiar frontier research, ou seja projectos transversais a várias áreas científicas, de natureza multi e interdisciplinar e a avaliação das propostas baseia-se exclusivamente na qualidade do Investigador e na excelência do Projecto a executar. As Advanced Grants destinam-se a financiar projectos de investigadores séniores e visam aumentar a competitividade e a visibilidade da investigação Europeia.

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