A nanotecnologia é a capacidade de criar dispositivos e materiais na escala de nanómetros, usando as técnicas e ferramentas que estão a ser desenvolvidas nos dias de hoje através da manipulação de átomos e moléculas, de modo que os sistemas resultantes apresentem as propriedades pretendidas.
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
Inovações do CENTI
António Vieira, director do CENTI |
Um interruptor de iluminação embebido num ladrilho e um têxtil com repelência à sujidade são as primeiras inovações do Centro de Nanotecnologia e Materiais Técnicos, Funcionais e Inteligentes (CENTI) a chegar ao mercado.
“Um dos primeiros desafios partiu da indústria de cerâmicas Dominó, que alertada pelos arquitectos sobre a estética dos interruptores, nos levou a desenvolver um ladrilho que é um interruptor de iluminação”, o “Sensortile”, disse à Lusa António Vieira, director do CENTI.
“Um dos primeiros desafios partiu da indústria de cerâmicas Dominó, que alertada pelos arquitectos sobre a estética dos interruptores, nos levou a desenvolver um ladrilho que é um interruptor de iluminação”, o “Sensortile”, disse à Lusa António Vieira, director do CENTI.
Segundo este responsável, este dispositivo resulta “da aplicação de um material inteligente na cerâmica que responde ao toque” e vai ser submetido à entidade de certificação para depois poder ser comercializado pela empresa de Condeixa.
A “toalha easy-clean”, um têxtil com capacidade de repelência à sujidade e que por isso “não se suja”, que foi desenvolvido no CENTI em parceria com a empresa Têxteis Penedo e o Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário (Citeve), vai chegar ao mercado “nos próximos meses”.
“Utilizamos uma formulação química que inclui nanomateriais que não deixam os líquidos penetrar no tecido”, explicou António Vieira, realçando que “o tecido passou em todos os testes com vinho, café e óleo e resistiu a várias lavagens”. A inovação está em testes industriais para ser fabricado em grande série pela têxtil de Guimarães, enquanto os investigadores do CENTI continuam a tentar optimizar as qualidades da “toalha easy-clean”.
A “toalha easy-clean”, um têxtil com capacidade de repelência à sujidade e que por isso “não se suja”, que foi desenvolvido no CENTI em parceria com a empresa Têxteis Penedo e o Centro Tecnológico das Indústrias Têxtil e do Vestuário (Citeve), vai chegar ao mercado “nos próximos meses”.
“Utilizamos uma formulação química que inclui nanomateriais que não deixam os líquidos penetrar no tecido”, explicou António Vieira, realçando que “o tecido passou em todos os testes com vinho, café e óleo e resistiu a várias lavagens”. A inovação está em testes industriais para ser fabricado em grande série pela têxtil de Guimarães, enquanto os investigadores do CENTI continuam a tentar optimizar as qualidades da “toalha easy-clean”.
Do Centro Tecnológico das Indústrias do Couro (CTIC) e da empresa Curtumes Rodrigues chegou o desafio de tornar o material mais amigo do ambiente, que resultou no projecto "Nanoleather" que se traduz na utilização de enzimas para tingir o couro (biocoloração), prescindindo de processos agressivos para o meio ambiente.
“Está também em desenvolvimento um revestimento para o couro que lhe confere maior isolamento térmico”, revelou o responsável, adiantando que o “projecto está em fase de industrialização”.
Em consórcio com 16 entidades europeias, os 30 investigadores do CENTI estão a trabalhar no projecto “Dephotex” com o objectivo de desenvolver células solares têxteis no sentido de se obter têxteis fotovoltaicos flexíveis, de modo a permitir a produção de energia através da radiação solar. “A ideia é conseguir uma perfeita integração das células solares nos têxteis com flexibilidade e a baixo custo com um sem número de aplicações possíveis”, precisou António Vieira.
Em parceria com a Nortávia - Transportes Aéreos, o CENTI promete voar através do filme de elevada barreira que está a ser desenvolvido para forrar uma aeronave e servir de barreira ao hélio, permitindo reduzir o consumo de energia.
“Está também em desenvolvimento um revestimento para o couro que lhe confere maior isolamento térmico”, revelou o responsável, adiantando que o “projecto está em fase de industrialização”.
Em consórcio com 16 entidades europeias, os 30 investigadores do CENTI estão a trabalhar no projecto “Dephotex” com o objectivo de desenvolver células solares têxteis no sentido de se obter têxteis fotovoltaicos flexíveis, de modo a permitir a produção de energia através da radiação solar. “A ideia é conseguir uma perfeita integração das células solares nos têxteis com flexibilidade e a baixo custo com um sem número de aplicações possíveis”, precisou António Vieira.
Em parceria com a Nortávia - Transportes Aéreos, o CENTI promete voar através do filme de elevada barreira que está a ser desenvolvido para forrar uma aeronave e servir de barreira ao hélio, permitindo reduzir o consumo de energia.
Investigadora da UNL recebe Advanced Grant do European Research Council
A Prof.ª Elvira Fortunato (FCT/UNL) recebeu uma das bolsas
atribuídas pelo ERC na área das Ciências Exactas e Engenharias,
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| O maior prémio de sempre dado a um investigador português |
Elvira Fortunato, docente do Departamento de Engenharia dos Materiais e coordenadora do CENIMAT (Centro de Investigação de Materiais) da Faculdade de Ciências e Tecnologia concorreu às Advanced Grants (bolsas para Investigador Avançado) do European Research Council (ERC), a 26 de Julho de 2008, com um projecto intitulado INVISIBLE ao qual foram atribuídos 2,25 milhões de euros (a maior bolsa jamais concedida a um investigador português), um montante que permitirá, durante 5 anos, desenvolver trabalho na área da microelectrónica transparente, nomeadamente transístores e circuitos integrados transparentes utilizando óxidos semicondutores.
Nesse ano a notícia entrou imediatamente nas edições “on-line” de vários jornais portugueses, incluindo o Expresso, foi manchete na edição em papel de terça-feira do ‘Público’, levou Elvira Fortunato nesse mesmo dia ao jornal da noite na SIC, surgiu na edição “on-line” do ‘Financial Times’ e caiu que nem uma bomba nos meios científicos mundiais. De tal maneira que na quinta-feira à noite, uma pesquisa no Google com as palavras em inglês “paper transistor” (papel transístor) encontrava já mais de quatro milhões de sítios na Internet em todas as línguas – incluindo chinês e russo – a falarem do tema, a maioria deles referindo-se à descoberta da equipa liderada por Elvira Fortunato.
“Nesta semana não consegui simplesmente trabalhar, porque estava sempre a receber telefonemas e “mails” de parabéns, inclusive de pessoas que nem sequer conheço, e pedidos de entrevistas e de informações vindos de revistas e de sítios especializados, principalmente dos EUA”, conta a investigadora. A esta agitação juntaram-se ainda contactos de empresas estrangeiras, incluindo a conhecida consultora norte-americana Frost & Sullivan, e convites para conferências fora do país.
O prémio é pessoal e traduz-se num financiamento para os próximos cinco anos que a directora do Cenimat poderá utilizar na investigação como quiser, onde quiser e com a equipa que entender. Mas o que fará a cientista ao dinheiro?
“Este dinheiro é fundamental para o centro de investigação, porque vai permitir consolidar a actividade da minha equipa na electrónica transparente, uma área com potencialidades que hoje ninguém imagina”. Assim, a maior parte dos 2,5 milhões será aplicada na compra de um microscópio electrónico para observações à nanoescala e fabrico de nanotransístores, e em despesas de pessoal. Estas despesas incluem a contratação de mais um doutorado e um técnico, e o pagamento de metade do salário de Elvira Fortunato durante cinco anos, “o que significa que posso contratar um professor para dar as minhas aulas, de modo a dedicar-me inteiramente à investigação, sem qualquer prejuízo para a Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade Nova”
As bolsas do ERC destinam-se a apoiar frontier research, ou seja projectos transversais a várias áreas científicas, de natureza multi e interdisciplinar e a avaliação das propostas baseia-se exclusivamente na qualidade do Investigador e na excelência do Projecto a executar. As Advanced Grants destinam-se a financiar projectos de investigadores séniores e visam aumentar a competitividade e a visibilidade da investigação Europeia.
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Nanotecnologia no diagnóstico e tratamento do cancro da próstata
Uma equipa da Universidade de Leicester, no Reino Unido, estudou o potencial da nanotecnologia para desenvolver uma estratégia de diagnóstico e terapia em fases precoces do cancro da próstata.
A investigação tem como objectivo utilizar tecnologia de vanguarda no ramo da nanotecnologia, utilizando nanopartículas, com cerca de 5 a 100 nanómetros, no diagnóstico ultra-sensível e no tratamento deste tipo de cancro.
As nanopartículas magnéticas actuam como sondas que surgem e aniquilam células tumorais numa fase precoce de desenvolvimento, sendo este método mais eficiente que os usuais. Esta tecnologia tem como base o desenvolvimento de um novo tipo de nanopartículas que apresentam uma performance 10 vezes superior. Estas partículas têm como alvo receptores existentes na superficie das células tumorais da próstata.
Esta abordagem poderá ser generalizada e aplicada a tipos de cancro agressivos (fígado, mama, cólon) que necessitam de diagnóstico e tratamento precoce para serem tratados.
A implementação com sucesso desta tecnologia poderá proporcionar benefícios sociais importantes para os pacientes (como a redução do número de casos em que é necessário remover a próstata) e redução de custos para os sistemas de saúde.
in : Divulgação da Biotecnologia
Espinha dorsal pode ser restaurada com nano esferas
Investigadores na Universidade de Purdue, no Indiana (EUA), descobriram uma nova abordagem para reparar fibras nervosas danificadas na espinal-medula usando nano esferas que podem ser injectadas directamente no sangue, logo após um acidente.
As ‘copolymer micelles’ sintéticas são constituídas por 60 nanómetros de diâmetro e são cem vezes mais pequenas do que um glóbulo vermelho. A investigação liderada por Ji-Xin Cheng, professor associado do departamento de Química da Weldon School of Biomedical Engineering, da Universidade de Purdue, foi publicada ontem, no «Nature Nanotechnology».
As ‘micells’ podem ter outras aplicações, como tratamento de cancro, por exemplo. As esferas já são usadas há mais de 30 anos como veículo de transporte de medicamentos, mas nunca tinham sido utilizadas directamente como medicina para um tecido danificado.
Um grave ferimento na espinha dorsal resulta numa ruptura da membrana neuronal, seguindo-se processos neuro-degenerativos secundários extensos, mas a reparação terá mais probabilidades de sucesso se for imediata.
As esferas podem combinar dois tipos de polímeros, um hidrofóbico e outro hidrófilo, ou seja, um que pode ser misturado com água e o outro não, mas este tem a possibilidade de ser carregado com fármacos para tratar doenças.
Um dos agentes mais usados é o ‘polyethylene glycol’ (PEG) e, segundo estudos levados a cabo na Universidade de Purdue, o PEG têm trazido grandes avanços no tratamento de danos na espinha de animais, já que “ataca” especificamente as células danificadas e sela a área ferida, reduzindo a possibilidade de futuros problemas. O 'polyethylene glycol’ tem ainda uma função importante na restauração de células.
O estudo foi feito em ratos com a espinha dorsal danificada, para a tese de doutoramento de Yunzhou Shi, orientada por Cheng e ficou provado que reduz eficazmente a inflamação da lesão e que os animais podem mesmo recuperar a capacidade de locomoção.
in : Ciência Hoje
| As ' Copolymer micelles' têm 60 nanómetros de diâmetro |
As ‘copolymer micelles’ sintéticas são constituídas por 60 nanómetros de diâmetro e são cem vezes mais pequenas do que um glóbulo vermelho. A investigação liderada por Ji-Xin Cheng, professor associado do departamento de Química da Weldon School of Biomedical Engineering, da Universidade de Purdue, foi publicada ontem, no «Nature Nanotechnology».
As ‘micells’ podem ter outras aplicações, como tratamento de cancro, por exemplo. As esferas já são usadas há mais de 30 anos como veículo de transporte de medicamentos, mas nunca tinham sido utilizadas directamente como medicina para um tecido danificado.
Um grave ferimento na espinha dorsal resulta numa ruptura da membrana neuronal, seguindo-se processos neuro-degenerativos secundários extensos, mas a reparação terá mais probabilidades de sucesso se for imediata.
As esferas podem combinar dois tipos de polímeros, um hidrofóbico e outro hidrófilo, ou seja, um que pode ser misturado com água e o outro não, mas este tem a possibilidade de ser carregado com fármacos para tratar doenças.
Um dos agentes mais usados é o ‘polyethylene glycol’ (PEG) e, segundo estudos levados a cabo na Universidade de Purdue, o PEG têm trazido grandes avanços no tratamento de danos na espinha de animais, já que “ataca” especificamente as células danificadas e sela a área ferida, reduzindo a possibilidade de futuros problemas. O 'polyethylene glycol’ tem ainda uma função importante na restauração de células.
O estudo foi feito em ratos com a espinha dorsal danificada, para a tese de doutoramento de Yunzhou Shi, orientada por Cheng e ficou provado que reduz eficazmente a inflamação da lesão e que os animais podem mesmo recuperar a capacidade de locomoção.
in : Ciência Hoje
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
Visita à Faculdade de Ciências e Tecnologias da Universidade Nova de Lisboa
Como a nossa visita à Universidade Nova de Lisboa foi tão produtiva e ajudou tanto na evolução do nosso projecto, decidimos partilhar com os nosso leitores. Esperamos que gostem!!
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